novas colheitas no cerrado

a gente colhe o que planta. isso é fato. mas, acredite, para muita coisa na vida a colheita não vem tão fácil assim. para Marcelo Sousa e Adriana Carvalho, sócios e fundadores da Pireneus Vinhos e Vinhedos, foram necessários quase seis anos de muito trabalho e perseverança para colher os frutos de um projeto um tanto quanto improvável: plantar uvas europeias em terras de pequis e cajus.

localizada no Vale dos Pireneus, a vinícola é a primeira a produzir vinhos finos no centro do Brasil e já ganhou importantes prêmios, como o de melhor vinho tinto pelo instituto brasileiro de vinhos, em 2012.

quem degusta a bebida saboreia, entre tantos outros gostos, parte da história de vida e da coragem dos fundadores. quando decidiram se dedicar ao projeto, Marcelo e Adriana viviam a paz de um outro fruto: a estabilidade. ele, médico, ela, técnica em TI, estavam naquela época da vida “de apartamento quitado e carro na garagem”, contam. produzir vinho era um sonho e para vivê-lo tiveram que percorrer muito chão, literalmente. Marcelo passou a visitar vinícolas em diversos locais do mundo. pensou até em se mudar para Portugal, lugar favorável para um projeto como esse. mas Adriana, não abriu mão de viver na terra onde nasceu. “goiana do pé rachado, sabe como é, aceitei plantar uvas, mas tinha que ser aqui˜, se diverte.

Marcelo acreditou que era possível, estudou todos os detalhes e espécies de uvas. as variações favoráveis do clima de boas vinícolas na região mediterrânea, com calor pelo dia e frio a noite e, veja só, percebeu que o clima era parecido com o do nosso cerrado.

em 2004, decidiu plantar o sonho e começou, em quatro hectares de terra, a primeira produção de vinho da região. “ser pioneiro é difícil, enfrentamos muitas dificuldades, muitos anos de erros, de aprendizado com técnicas de manejo para começar a acertar”, lembram.

um ingrediente foi importante nesse caminho: paciência. tanto para aprender o tempo certo da colheita das uvas como também para ver os frutos do esforço. a primeira garrafa de vinho da fazenda foi comercializada em 2012, oito anos depois do inicio da plantação.

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Adriana, anfitriã da wine tour

a produção ainda é pequena, cerca de cinco mil garrafas anualmente, mas já alcança bons resultados. além do reconhecimento nacional e internacional, há a realização que crítica nenhuma pode dimensionar. Adriana e Marcelo vivem do sonho. “toda experiência na vida tem suas dificuldades, mas olho para trás e não me arrependo. sou feliz de ter tentado”, reflete ela, que hoje mora em Pirenópolis.

de prosa leve, agradável, dessas de gente que mora no interior, Adriana é anfitriã da wine tour do cerrado e explica que a experiência realizada na fazenda produtora é mais que uma degustação, “eu abro a casa como se fosse receber amigos, penso no prato, na conversa, no dia que vamos ter aqui”, conta. o convite é para vivenciar um pouco dessa jornada, degustar as histórias, vinhos e as uvas, além de saborear um almoço harmonizado e preparado com muito carinho por ela, que também é chef.

experiência que vai mostrar para você que não há lugar melhor para apreciar os vinhos finos e raros da Pireneus Vinhos e Vinhedos que a casinha simples e rústica, cercada pela paisagem bucólica, no meio do vale, onde a produção acontece.

e mais: vai te mostrar, em uvas colhidas direto do pé, que é possível viver um sonho.

bora?

no próximo sábado, dia 10.
reserve aqui e vem com a gente.

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teria nome melhor para o fruto de um projeto como esse?

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