.produtinhos do experimente, conceição e a banquinha

 


 

.esse era para ser um post para contar que agora os produtinhos do experimente estão em um lugar lindo, no meio da maquete de Lucio Costa: na banquinha da 308 sul. aquela mesmo, lindinha e aconchegante, famosa pelo acervo, pelos saraus e eventinhos. era também para contar a história de como uma banquinha simples, de alvenaria, conseguiu se transformar num espaço de pensar, ler e ouvir Brasília. mas, mais que falar sobre nosso novo ponto, a banquinha, queremos contar sobre a mulher que, ao menor indicio de prosa, levanta detrás do balcão: esse aqui é um post sobre conceição. 

dona da banquinha da 308 sul, Conceição é jornalista e trabalhou em jornal por quase 40 anos, dos quais 13 escreveu uma coluna com textos sobre sua paixão, a cidade. um dia, de repente, teve de parar. deixar de pisar o chão da redação onde estava acostumada a fez ficar, palavras dela, ˜meio no ar˜.

ser humano, ensina ela, tem ˜uma imensa capacidade de se reinventar˜. conceição já tinha trabalhado em banca de revista, acredite você, com dezessete anos. de qualquer modo, sair de jornalista a jornaleira não foi uma ideia programada. um dia, resolveu passar ali, assim, bem sem pensar. ˜eu não teria banca em nenhuma outra quadra, tinha que ser aqui mesmo˜. um refrigerante e uma prosa com o então dono do espaço e veio logo a proposta que ela aceitou de pronto, fez da banquinha seu lugar. ˜eu precisava de um espaço meu, um chão para pisar ˜.

a banquinha tem dois anos. foi aos poucos mudando de cara. deixou de lado jornais e revistas. ganhou paredes coloridas, publicações e produtos que falam sobre a Brasília fez, no dia a dia, conceição ter contato com o que mais gosta: a cidade. tanto no acervo com o qual trabalha, mas, também por estar assim, rodeada de prédios, no contato com moradores, visitantes, turistas, e embalada pelo som ao longe de crianças na escola da quadra. conceição hoje no só fala sobre a cidade, mas é parte dela

na liberdade de uma citação que ela mesmo faz de joseph conrad, o grande ganho que essa mudança trouxe foi a  ˜disposição de ser fiel a si mesma˜.

ao reinventar o que era só uma banquinha de quadra, conce,ição se reinventou também. achou nos vinte metros quadrados dessa que é uma das menores bancas de Brasília um espaço para ser. assim, no infinitivo.

sem precisar se explicar jornalista ou jornaleira.

sem querer ter mais do que tem ali. nem ser mais do que é.

a banquinha é roteiro que vale conhecer. assim como a superquadra. passear por ali é um jeito gostoso de viver e conhecer a cidade.

sentar na mesinha, ao lado de fora da banca, na sombra boa que faz um antigo flamboyant assim, informalmente, ter uma dessas conversas-vida, que faz a gente se descobrir. conceição é aquele tipo de gente com prosa de fazer querer viver, sabe?

um pulinho lá e você ganha o combo de conhecer nossos produtos com design brasiliense pra usar por aí e presentear + lugar lindo da cidade + gente que ama a cidade

bora?
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